A febre pela Saga Crepúsculo – Estreia de Eclipse agoniza fãs

Por Aline Martins

No próximo dia 30 de junho estreia o terceiro filme da saga Crepúsculo “Eclipse”. Há muita expectativa em torno dessa estreia, principalmente por parte dos fãs brasileiros.

O terceiro filme vem cheio de suspense e muito romance. Bella (Kristen Stewart) a protagonista se divide entre, permanecer humana ou ser transformada em vampira.Assim, o longa promete muita ação e cenas picantes entre Bella Swan e o vampiro Edwar Cullen (Robert Pattinson).

No último dia 19 de junho, os fãs de Stephenie Meyer se reuniram em livrarias de todo o Brasil para comemorar o lançamento do novo título da série Crepúsculo. Centenas de fãs de 13 cidades brasileiras se encontram em livrarias para comemorar o lançamento do novo título da série Crepúsculo – A breve segunda vida de Bree Tanner: Uma história de Eclipse, que mostra a envolvente trajetória de Bree, uma vampira recém-criada apresentada ao público no livro Eclipse, e o lado mais sombrio do mundo que ela habitava.

A novela narra a jornada do exército do qual a recém-criada faz parte em sua preparação para o ataque a Bella Swan e aos Cullen. Ela acompanha o encontro entre eles e, depois, o inesquecível desfecho desse confronto. Bree não só é proeminente no livro Eclipse, mas também terá destaque na próxima adaptação cinematográfica da série.

Faltando apenas nove dias para a aguardada estréia de “Eclipse”, mais uma novidade foi divulgada para atrair os fãs da saga. A Paris Filmes em parceria com a Rede Cinemark e o Shopping Pátio Paulista apresenta em São Paulo uma exposição de figurinos utilizados pelos personagens da saga nas gravações de “Lua Nova” e “Eclipse”. Os fãs de Crepúsculo poderão conferir de perto as roupas que Bella vestiu no pôster de “Eclipse”, além de ver o vestido de aniversário de 18 anos utilizado em “Lua Nova”.

A exposição ainda contará com seis peças entre óculos escuros, luvas, lenço, camiseta, calça e casaco do figurino que Alice (Ashley Greene) usou na Itália. Para as fãs de Edward, a exposição traz a roupa utilizada na abertura de “Lua Nova”. Jacob (Taylor Lautner), por sua vez, está representado com o seu figurino de mecânico. A exposição acontece no Cinemak do Shopping Paulista até o dia 15 de julho.

Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish: 20 anos de hardcore no Conexão Tribo

Por Heloísa Barros e Sheyla Ventura
Fotos de Sheyla Ventura

Rodrigo Lima nasceu em Vitória, no Espírito Santo. Em 1991 já era vocalista da banda Dead Fish enquanto estudava Direito e pensava em se dedicar à carreira de Direitos Humanos na Universidade Utrecht, em Amsterdã. Há 20 anos em atividade, ele se divide entre palcos e uma vida dedicada ao vegetarianismo no restaurante Vegacy, localizado na Rua Augusta, em São Paulo. Na entrevista a seguir Rodrigo fala um pouco sobre cada transição em sua vida e os projetos da banda.

Você mudou para São Paulo para acompanhar a banda?
Sim. A gente já estava na estrada há quatro anos, eu ficava em Vitória cinco meses do ano e o resto viajando dentro de uma van fazendo merchandising e indo pra um lugar e outro. Mas em 2003 a gente já não aguentava mais muito tempo dentro de uma van apertada, pouco dinheiro, pouca perspectiva, todo mundo foi cansando.

E como era conciliar a faculdade e as turnês?
Era louco, insano. Eu lembro que eu fazia parte do Centro Acadêmico e não fui em nenhum dia de reunião. E aí quando eu me formei em Direito, na outra semana tinha prova da Ordem (OAB). Eu fui preso por confusão, por pichação, e aí eu só assinei o meu diploma e entreguei para minha mãe. Falei: “eu não vou fazer a prova da Ordem, eu vou para a turnê com a minha banda”. E fui embora.

Você teve dúvida entre estudar fora e sair da banda?
Eu não tive dúvida nenhuma. Quando a banda acabou…

A banda acabou?
Acabou por um mês. Fechou o selo e eu fui embora, fazer minha inscrição online para Universidade de Utrecht. Mas aí a banda resolveu assinar com a Deck, o selo da Pitty e Nação Zumbi, mas eu disse que não queria e mandei todo mundo se ferrar. Eu e o antigo baterista brigamos de mão pedindo para eu ficar e aí fiquei. E também o cara tinha uma conversinha de pé de ouvido comigo, o Rafael Ramos que é o dono da Deck, dizendo que a gente teria uma casa, poderia viver de banda, poderia isso, poderia aquilo… e cá estou.

Por que a banda não fechou contrato em um selo grande?
A gente era punk o bastante para não querer estar num selo grande. A gente queria ser autônomo. Nós lançávamos o nosso próprio CD, gerenciávamos nossas próprias turnês, fazíamos música, caíamos na estrada. Tínhamos aquela ilusão de que conseguiríamos viver disso [música]. Na verdade houve uma grande possibilidade, só que vivemos no Brasil, tudo é mais complicado, você toma cano com distribuição. Não dá para ser rock star sendo punk.

Vocês ganham dinheiro com CD?
Não ganhamos. Eu vivo de show, eu estou rouco por isso, fiz quatro shows nesse fim de semana. Além de não vender mais, o contrato não é e nunca foi legal numa gravadora. Pergunta para o Chico… quer dizer, Chico Science não [risos], pergunta paro o Du Peixe [Nação Zumbi] se ele ganha dinheiro com o CD dele. Os contratos têm porcentagens ridículas, mínimas.

A banda tem uma relevância na cena musical brasileira, já são 20 anos. Vocês pretendem fazer alguma coisa especial?
A gente gostaria. Só que como só eu estou a 20 anos na banda há uma certa dúvida se deve mesmo comemorar. Temos a ideia de fazer um DVD ao vivo, só que não temos dinheiro para isso, vamos precisar recorrer a alguma coisa. E a gente quer fazer uma turnê para lugares que nunca fomos na vida, tipo Acre, Macapá.

Parada Gay 2010 estremece Avenida Paulista

Por Aline Martins

No último domingo (6) aconteceu a 14º parada do orgulho LGBT na avenida paulista, o tema deste ano foi “Vote contra a homofobia: Defenda a Cidadania”.

O evento reuniu mais de 3 milhões de pessoas que lotaram a avenida Paulista com 8 trios elétricos, percorrendo toda a Paulista até o centro de São Paulo

Esse tema vem sendo discutido na imprensa há alguns meses depois que o lutador de vale-tudo Marcelo Dourado, 38 anos, surgiu no programa Big Brother Brasil, dizendo que “Homem hétero não pega AIDS”. A declaração foi tachada de preconceituosa e a Rede Globo precisou ocupar seu horário nobre com explicações do Ministério da Saúde sobre o tema.

O preconceito ainda é um grande obstáculo que os homossexuais enfrentam. Segundo Nathaly Soares, homossexual assumida, o preconceito está em todo lugar. “A gente sofre o tempo inteiro, as pessoas te olham diferente, te tratam diferente, às vezes até as amizades mudam depois que descobrem sua opção sexual, já não ficam com tanto contato físico como antes, achando que você já vai ter alguma outra intenção”, desabafa Nathaly.

De acordo com números publicados pela imprensa em 2009, a cada um dia e meio, um homossexual é morto no Brasil. Neste ano, a situação já se agravou. Segundo a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, a cada 24 horas uma pessoa é morta vítima de crime de homofobia.
No dia 19 de maio aconteceu a 1º marcha contra homofobia com representantes de 237 organizações filiadas à Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) que estiveram concentrados em frente à Catedral Metropolitana na Esplanada dos Ministérios. A 1ª Marcha Contra a Homofobia e pela Cidadania LGBT foi iniciada com o Hino Nacional, cantado por Jane di Castro, em frente à Catedral Metropolitana de Brasília. Havia cerca de 3 mil pessoas na Marcha.

O grupo protestou pela falta de leis que consagrem a igualdade de direitos, a paralisia na Suprema Corte de várias ações pelos ataques aos gays e pelas diferentes formas de violência e intimidação que os cerca de 20 milhões de homossexuais reconhecidos no Brasil sofrem diariamente.