Parada Gay 2010 estremece Avenida Paulista

Por Aline Martins

No último domingo (6) aconteceu a 14º parada do orgulho LGBT na avenida paulista, o tema deste ano foi “Vote contra a homofobia: Defenda a Cidadania”.

O evento reuniu mais de 3 milhões de pessoas que lotaram a avenida Paulista com 8 trios elétricos, percorrendo toda a Paulista até o centro de São Paulo

Esse tema vem sendo discutido na imprensa há alguns meses depois que o lutador de vale-tudo Marcelo Dourado, 38 anos, surgiu no programa Big Brother Brasil, dizendo que “Homem hétero não pega AIDS”. A declaração foi tachada de preconceituosa e a Rede Globo precisou ocupar seu horário nobre com explicações do Ministério da Saúde sobre o tema.

O preconceito ainda é um grande obstáculo que os homossexuais enfrentam. Segundo Nathaly Soares, homossexual assumida, o preconceito está em todo lugar. “A gente sofre o tempo inteiro, as pessoas te olham diferente, te tratam diferente, às vezes até as amizades mudam depois que descobrem sua opção sexual, já não ficam com tanto contato físico como antes, achando que você já vai ter alguma outra intenção”, desabafa Nathaly.

De acordo com números publicados pela imprensa em 2009, a cada um dia e meio, um homossexual é morto no Brasil. Neste ano, a situação já se agravou. Segundo a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, a cada 24 horas uma pessoa é morta vítima de crime de homofobia.
No dia 19 de maio aconteceu a 1º marcha contra homofobia com representantes de 237 organizações filiadas à Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) que estiveram concentrados em frente à Catedral Metropolitana na Esplanada dos Ministérios. A 1ª Marcha Contra a Homofobia e pela Cidadania LGBT foi iniciada com o Hino Nacional, cantado por Jane di Castro, em frente à Catedral Metropolitana de Brasília. Havia cerca de 3 mil pessoas na Marcha.

O grupo protestou pela falta de leis que consagrem a igualdade de direitos, a paralisia na Suprema Corte de várias ações pelos ataques aos gays e pelas diferentes formas de violência e intimidação que os cerca de 20 milhões de homossexuais reconhecidos no Brasil sofrem diariamente.