Chris Brow: show dançante e curto demais decepciona fãs

Por Jaqueline Esmendia

A noite de quinta-feira (20) estava fria assim como as noites do início da semana, mas nada que tirasse a animação e a ansiedade de centenas de fãs que aguardavam a entrada de Chris Brow no palco do Credicard Hall em São Paulo.

Qualquer vestígio, uma mão, o testar dos efeitos especiais, tudo era motivos de gritos eufóricos para que o ídolo mostrasse a que veio. E às 22h lá estava ele, enlouquecendo os fãs que não conseguiram ficar sentados em sua entrada triunfal ao palco.

Os fãs estavam maravilhados demais para perceber pequenos detalhes, mas alguns deslizes da apresentação de Chris Brow foram altamente percebidos, como por exemplo, que era evidente que o cantor não conseguia dançar e cantar ao mesmo tempo. Na maioria das músicas de seu repertório, que são muito agitadas, uma frase completa mal era pronunciada, ele pedia a ajuda dos fãs para cantá-las, mas não precisava ser um especialista em canto para perceber que ele não aguentava cantar.

O show durou exatamente uma hora, os maiores sucessos foram cantados por pessoas que queriam estar lá junto dele ao palco. Com quatro bailarinos apenas, Chris Brow deu um show em Hip-Hop, seus movimentos precisos, sua ginga, sua expressão fizeram mulheres e homens de todas as idades irem à loucura com cada música.

Chris Brow é realmente um fenômeno, mas a criação de seu show deixou a desejar. Tive a sensação de que faltava “o que fazer ao palco”, dançava-se demais e cantava-se de menos. E não porque o artista em questão não cante bem, pelo contrário, em canções mais românticas o cantor sabe como emocionar uma platéia, mas o show de Chris Brow parece mais um espetáculo de dança do que de música em si. O que se percebe que seria muito mais proveitoso se as duas coisas fossem bem dirigidas.

Apesar da incredulidade dos fãs quando o show acabou em minha lembrança ficará o momento mais emocionante do show. Quando humildemente sem querer parecer um símbolo sexual, Chris pronuncia os primeiros versos de seu último sucesso Crawl, escutava-se 6 mil pessoas cantando junto ao rapper, um momento bonito, uma ótima lembrança aos fãs e ao cantor julgado com “econômico” pela maioria, devido a sua ausência por duas vezes no palco.

Assim como alguns sites já escreveram, a casa estava cheia, mas não lotada. O que realmente parecia ter incomodado os fãs foi o preço alto pelos ingressos enquanto o DJ era quem “mais apareceu” durante a apresentação e playbacks evidentes para pouco tempo de show.

Esperava-se mais de Chris Brow e o cantor infelizmente não correspondeu as expectativas.

Raves – A nova mania que pode chegar até você

Por Jaqueline Esmendia

Se você gosta de música eletrônica, gosta de dançar, precisa conhecer o que é uma rave!

As Raves são festas que acontecem geralmente longe dos centros urbanos, em galpões, sítios ou fazendas e que hoje reúnem cerca de 20 mil jovens.

A primeira festa Rave considerada urbana aconteceu em 1992, a LM Music.  A festa passou pela Cidade de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.

As Raves começaram com o objetivo essencial de interação entre as pessoas e a fuga da realidade pelas diversas formas de arte.  As festas tiveram grande influência no desenvolvimento da Música eletrônica dançante, eram uma reação as tendências da música popular, o rádio comercial e a cultura de casas noturnas.

O som das Raves fica por conta de DJs reconhecidos mundialmente e que tocam diversos estilos de música eletrônica dentre esses estilos estão: tecno, trance, trance psicodélico, drum and bass, house music, música ambiente, acid house entre outros.

O Blog Conexão Tribo conversou com promoter de Raves Alexandro de Oliveira Romão de Mello, 24 anos, que nos explicou um pouco mais sobre essas festas que viraram mania ente os jovens.

As Raves eram frequentadas antes por pessoas apenas de classe média/alta devido ao preço muito alto dos ingressos, hoje as festas são freqüentadas por pessoas de quase todas as classes sociais. “As Raves perderam muito do seu charme”, afirma Alexandro.

Em questões financeiras, é muito difícil calcular quanto em dinheiro é arrecadado em uma Rave devido aos grandes custos das produções. As grandes festas estão sendo apresentadas apenas uma vez ao ano.

Quando questionado sobre a segurança de uma Rave, Alexandro Romão nos afirma “As pessoas são revistadas sim e muito bem revistadas, mas caso algum usuário de drogas seja pego, ele é imediatamente levado para as autoridades que ficam na festa (policia).” Para entrar em uma Rave o jovem precisa ter 18 anos, mas raramente documentos são pedidos devido ao grande público.

As Raves pregam a liberdade dos frequentadores de estarem longe de quatro paredes e poderem fazer aquilo que quiserem, sem serem recriminados por ninguém.

E segundo Alexandro Romão, a melhor Rave é aquela que esta em meio a uma paisagem magnífica, um som eletrizante e perto das pessoas que você gosta.

Agora, as Raves também estão no Conexão Tribo!