RESENHA DE TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO

Por Kelly Andrade

Crédito: Alexandre Lima


Imprevisível, impactante e polêmico. Essas são as palavras que resumem o segundo filme de Tropa de Elite do diretor José Padilha e estrelado por Wagner Moura. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro chega às telonas como a produção mais cara do cinema brasileiro e como uma das mais esperadas também. Em apenas uma semana de estreia mais de 1250.000 mil pessoas já foram assistir o longa. A maior estreia do cinema nacional que saiu em mais de 700 salas por todo o país mostra entre outras coisas, a atuação do BOPE e das milícias do estado do Rio de Janeiro.

Uma frase no início do filme já alerta sobre o que está por vir: “Apesar das semelhanças com a realidade, o filme é uma obra de ficção”. Quem gostou do primeiro certamente gostará ainda mais do segundo. Menos violento, Tropa de Elite 2 apresenta a realidade da Secretaria de Segurança Pública do Rio e mais precisamente, do setor de Escutas e Inteligência. O filme foge um pouco do cotidiano das favelas para ir direto ao alto escalão político da cidade maravilhosa e mostra o que alguns já sabiam e que outros preferiam nunca ter a certeza.

Crédito: Alexandre Lima


O tempo passou para o Capitão Nascimento (Wagner Moura) e no filme ele já tem um filho jovem e está divorciado da sua esposa. Ironicamente, após uma operação mal sucedida no presídio de segurança máxima Bangu I, Capitão Nascimento sobe de cargo e passa a trabalhar como Sub-Secretário da Segurança Pública do Rio. Em contrapartida, o Capitão André Matias (André Ramiro) sofre após a operação e é afastado do BOPE por um tempo, afinal, alguém tem que ser punido nessa história. Outro personagem que brilha em sua atuação é o Fraga (Iradhir Santos), um ativista dos direitos humanos que vai contra as ideias do Capitão Nascimento e o considera um fascista. No decorrer do filme, as pessoas encontrarão outros motivos que leva o Capitão Nascimento a não gostar de Fraga.

Ao sair do cinema, somos invadidos por diferentes sensações e sentimentos. A sensação de orgulho e satisfação do cinema brasileiro e o sentimento de revolta pelo nível dos políticos que escolhemos para nos representar e pela atuação da maioria dos policiais, cujo último objetivo é o de proteger a sociedade.