MAGOOILEGAL FALA SOBRE A ARTE DO GRAFITE

Por Kelly Andrade

Foto: Kelly Andrade


Há alguns anos, o grafite era considerado uma atitude de marginal ou de vândalos e os adeptos à arte sofriam preconceito por parte de uma parcela da sociedade. No entanto, muita coisa mudou e hoje o movimento artístico já é tão valorizado que está até mesmo dentro das galerias de arte. Para Magooilegal, escritor de grafite há mais de dez anos, o verdadeiro artista grafita porque gosta, independente de dinheiro ou reconhecimento. “Quando começa a se tornar obrigação, o escritor perde o foco do que é o natural”, declara. Ele afirma que ainda existe certo preconceito por parte de uma parcela da população, mas admite que hoje a sua categoria tem muito mais oportunidades que antes. “Até marcas de grifes famosas convidam escritores de grafite para desenvolverem trabalhos”, conta.

Sobre a relação do grafite com a pichação, Magooilegal defende que a atitude de um escritor de grafite e de um pichador é a mesma, o que muda é só o visual, a tipografia e as cores. Ele conta que começou sua carreira artística na pichação, e a partir dessa experiência, que foi se aperfeiçoando no grafite. “As minhas maiores conquistas com o grafite e com a pichação foram as amizades”, revela. De acordo com ele, além de seu irmão, que é o seu fiel parceiro, por meio do grafite conquistou grandes amigos, como Cidres, Ciro, Turma 44, Onesto, Fábio Ema e VGN.

Magooilegal conta que a sua inspiração vem de todos os lugares, mas costuma principalmente, observar tudo o que está a sua volta. Para ele, as novas mídias ajudaram a disseminar a arte, mas ressalta que há também o lado ruim desse recurso. “Algumas pessoas publicam informações sem fundamento, mostrando um mundo totalmente diferente do real”, lamenta.

Para finalizar, ele deixa uma mensagem para quem deseja ingressar na arte urbana. “O primeiro passo para ser um escritor de grafite é ser verdadeiro, fazer porque gosta e não para ser famoso”. Ele completa dizendo que o respeito é primordial, tanto para quem está começando, tanto para quem já está na área há um tempo. “Não acredito em velha e nova escola, acredito em escola autêntica, aquela que faz”, finaliza.

Foto: Divulgação

Recentemente, a cidade de São Paulo recebeu a I Bienal Internacional do Graffiti no Museu Brasileiro da Escultura (Mube). O evento teve ao todo 64 artistas, entre eles, 45 brasileiros. Além de exposições, a Bienal contou com uma programação cultural repleta de debates com artistas e exibição de filmes relacionados ao tema.

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RESENHA DE TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO

Por Kelly Andrade

Crédito: Alexandre Lima


Imprevisível, impactante e polêmico. Essas são as palavras que resumem o segundo filme de Tropa de Elite do diretor José Padilha e estrelado por Wagner Moura. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro chega às telonas como a produção mais cara do cinema brasileiro e como uma das mais esperadas também. Em apenas uma semana de estreia mais de 1250.000 mil pessoas já foram assistir o longa. A maior estreia do cinema nacional que saiu em mais de 700 salas por todo o país mostra entre outras coisas, a atuação do BOPE e das milícias do estado do Rio de Janeiro.

Uma frase no início do filme já alerta sobre o que está por vir: “Apesar das semelhanças com a realidade, o filme é uma obra de ficção”. Quem gostou do primeiro certamente gostará ainda mais do segundo. Menos violento, Tropa de Elite 2 apresenta a realidade da Secretaria de Segurança Pública do Rio e mais precisamente, do setor de Escutas e Inteligência. O filme foge um pouco do cotidiano das favelas para ir direto ao alto escalão político da cidade maravilhosa e mostra o que alguns já sabiam e que outros preferiam nunca ter a certeza.

Crédito: Alexandre Lima


O tempo passou para o Capitão Nascimento (Wagner Moura) e no filme ele já tem um filho jovem e está divorciado da sua esposa. Ironicamente, após uma operação mal sucedida no presídio de segurança máxima Bangu I, Capitão Nascimento sobe de cargo e passa a trabalhar como Sub-Secretário da Segurança Pública do Rio. Em contrapartida, o Capitão André Matias (André Ramiro) sofre após a operação e é afastado do BOPE por um tempo, afinal, alguém tem que ser punido nessa história. Outro personagem que brilha em sua atuação é o Fraga (Iradhir Santos), um ativista dos direitos humanos que vai contra as ideias do Capitão Nascimento e o considera um fascista. No decorrer do filme, as pessoas encontrarão outros motivos que leva o Capitão Nascimento a não gostar de Fraga.

Ao sair do cinema, somos invadidos por diferentes sensações e sentimentos. A sensação de orgulho e satisfação do cinema brasileiro e o sentimento de revolta pelo nível dos políticos que escolhemos para nos representar e pela atuação da maioria dos policiais, cujo último objetivo é o de proteger a sociedade.

Novo projeto gráfico do jornal Folha de S.Paulo é tema de palestra

Por Kelly Andrade

A Cátedra de Jornalismo Octávio Frias de Oliveira promovida pela Uni Fiam-Faam, apresentou uma palestra para estudantes da área de Comunicação Social sobre o mais recente projeto gráfico do jornal Folha de S.Paulo. O evento contou com a participação de Eliane Stephan, a designer gráfica que foi a diretora do projeto implantado em maio deste ano para mudar o perfil visual do maior periódico do país.

Segundo Eliane, a elaboração do projeto foi uma experiência coletiva, pois a equipe era composta por muitas pessoas e cada mudança proposta era muito bem avaliada e analisada por profissionais da área, jornalistas e principalmente, pelos leitores. “A nossa meta era tornar a leitura do jornal mais dinâmica e atrair leitores”, afirma Eliane.

A designer contou que a ideia de mudança para a capa era exatamente de conseguir mostrar mais o conteúdo que o jornal tem por dentro e visualmente deixá-lo mais atraente para o leitor. De acordo com Eliane, era natural que o novo design recebesse críticas, dentre elas, que o jornal está muito colorido e que devido ao aumento das letras, algumas colunas estão menores. “Fizemos um projeto ousado, mas todas as mudanças só foram concretizadas por meio de pesquisas de opinião com leitores”, declara.

Sobre referência de outros projetos gráficos, Eliane revelou que gosta bastante do projeto gráfico do jornal Valor Econômico e do britânico The Guardian.

A geração do futuro

Por Aline Martins

A geração y é um conceito de Sociologia, que se refere aqueles nascidos entre 1978 á 1990 uma geração que nasceu em uma época de grande avanços tecnológicos, considerada a era digital.

Esses jovens estão acostumados a ter tudo o que querem e por isso são considerados a geração do futuro.

Eles já foram tratados como irresponsáveis,distraídos e insubordinados, mas o que essa geração realmente quer, é buscar oportunidades no mercado de trabalho e serem reconhecidos, buscando salários e cargos ambiciosos.

Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) realizada com cerca de 200 jovens de São Paulo revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Na questão “qual pessoa gostariam de ser?”, a resposta “equilibrado entre vida profissional e pessoal” alcançou o topo, seguida de perto por “fazer o que gosta e dá prazer”. O estudo, desenvolvido por Ana Costa, Miriam Korn e Carlos Honorato e apresentado em julho, tentou traçar um perfil dessa geração que está dando problema para pais, professores e ao departamento de RH das empresas.

Esses jovens hoje estão procurando crescimento profissional, mas não é só isso que estão em busca, estão a procura do bem estar, lazer e meio ambiente.

O mercado de trabalho ainda esta se adaptando a essa nova geração tentando entender e a lidar com essa nova forma de trabalho.

Uma oficina sobre carreiras com estudantes da Faculdade de Administração da USP mostrou que a prioridade da maioria deles é ter “estilo de vida”, ou seja, integrar o emprego às necessidades familiares e pessoais e não o contrário.

A diferença em relação às juventudes de outras décadas é que, hoje, eles não abrem mão da liberdade.

Por isso a geração y é considerada a geração do futuro, que em um futuro não muito distante estarão nos cargos de chefias selecionando novos jovens para o mercado de trabalho.

‘Shrek’ lidera entre os filmes mais vistos

Por Aline Martins

Quem diria que o filme do ogro mais feio e mais meigo bateria até a febre da saga crepúsculo?

O filme lidera o ranking desde a estreia, no último dia 9. A continuação da saga “Shrek” arrecadou mais de R$ 10 milhões nos cinemas brasileiros.

A animação ficou à frente do terceiro filme da saga “Crepúsculo”, “Eclipse”, que estreou no dia 30 de junho e ficou na segunda posição, com R$ 3,9 milhões arrecadados.

A continuação do filme superou as expectativas dos fãs, ”Eu já adorava Shrek, agora em 3D ficou melhor ainda” afirma Brenda Carvalho de 13 anos.

Segundo a estudante, ela assistiu Eclipse e se decepcionou “Após ler a saga, esperava mais do filme, comprei o ingresso antecipado e estava super ansiosa, mas o filme não foi o que eu esperava” lamenta Brenda.

Mas o que realmente importa é que ambos os filmes estão sendo um verdadeiro sucesso no Brasil e no mundo. Elogios e criticas fazem parte de longas de tanta repercussão.

Resenha de À prova de Morte – Quentin Tarantino

Por Kelly Andrade

Sabe aquele filme que não faz sentido algum, não te acrescenta nada, mas mesmo assim você acha incrível? Assim é À Prova de Morte, de Quentin Tarantino, um filme que ficou parado durante três anos nas distribuidoras aqui do Brasil, e que estreou este mês no cinema nacional. Vale destacar, que o filme pode parecer muito fútil para alguns, mas na verdade, essa foi a intenção de Tarantino: criticar a futilidade.

A ideia principal do filme surgiu de outro longa, Grindhouse, idealizado em parceria com o seu amigo Robert Rodriguez. Os cineastas decidiram fazer uma homenagem aos filmes B produzidos com pouquíssimo orçamento dos anos 60 e 70, o famoso cinema marginal. Nesta época, era comum fazer filmes duplos, porém a ideia dos cineastas para a década de 2000 não deu certo e os filmes foram divididos em dois: Planeta Terror de Robert Rodriguez e À prova de morte de Tarantino.

O filme conta a história do Dublê Mike (Kurt Russell), um psicopata fascinado por adrenalina e que persegue garotas jovens e bonitas com seu carro envenenado e à prova de morte (para quem o dirige). A história é dividida em duas partes, na primeira ele persegue um grupo de garotas atraentes para matá-las, e na segunda outro grupo. O que muda de uma história pra outra é o desfecho e o estilo das garotas. Cortes grosseiros, riscos e falhas propositais fazem parecer que a projeção do cinema está com um grave problema, mas é exatamente essas “falhas” que fazem o filme se tornar mais fascinante e arrancam boas risadas dos espectadores, além de ser o principal fator que faz com que o filme lembre as décadas passadas.

Recheado de cenas de violência gratuita, erotismo e longos diálogos, o filme consegue fazer com que as cenas mais brutais se tornem engraçadas e apesar de ser o vilão do filme, Dublê Mike consegue conquistar as pessoas por alguns bons minutos, com seu jeito peculiar e engraçado de ser. A escolha de Kurt Russell para o papel principal não é à toa, afinal, o ator foi um dos principais protagonistas de filmes B nos anos 70 e 80.

Como a maioria dos filmes de Tarantino, ou você ama ou odeia, no meu caso, fiquei com a primeira opção e o indico para as pessoas que desejam se entreter em uma mistura de ação e humor na dose certa.

Pitty se apresenta em show gratuito em São Paulo

Por Kelly Andrade

A cantora Pitty fará um show gratuito no próximo domingo (25) no CCJ (Centro Cultural da Juventude) na zona norte de São Paulo. O evento faz parte do projeto Ao Vivo no CCJ e será o encerramento da comemoração ao mês do rock. O local já recebeu artistas renomados como Nação Zumbi, CPM 22 e Céu.

O show acontecerá em um palco externo ao CCJ e o repertório da roqueira contará com as músicas do seu mais recente álbum Chiaroscuro, que conta com influências do soul, bolero, tango e música erudita. Além disso, a cantora cantará hits como Me Adora e Fracasso.

Serviço:
Quando: 25 de julho
Horário: 18h00
Local: Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
AV.Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
Valor: Gratuito